LGBTfobia
LGBTfobia (Foto: Reprodução)

O Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil recém-lançado traz dados alarmantes sobre a morte de mulheres em crimes relacionados à sua orientação sexual. De acordo com dados levantados entre 2012 e 2017, 126 mulheres homossexuais foram assassinadas e 33 cometeram suicídio.

O documento produzido pelas pesquisadoras e professoras Milena Cristina Carneiro Peres, Suane Felippe Soares e Maria Clara Dias é o primeiro a título nacional a tratar exclusivamente das violências cometidas contra lésbicas. A pesquisa segue em andamento, desenvolvida pelo Núcleo de Inclusão Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Nós: Dissidências Feministas, também ligado à UFRJ.

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O homicídio de Luana Barbosa, mulher negra, lésbica e moradora da periferia de São Paulo que morreu após ser espancada por policiais militares, em 2016, foi o estopim para a criação do grupo Lesbocídio – As histórias que ninguém. Os policiais envolvidos em seu assassinato só foram indiciados pelo crime em abril de 2018.

Durante os estudos, as pesquisadoras tiveram que se apegar aos fatos noticiados pela mídia e informações fornecidas pela população, devido a falta de dados oficiais das vítimas.  O termo utilizado para se referir a essas mortes, “lesbocídio”, foi cunhado pelas professoras a partir da palavra “feminicídio” e se refere às mortes ocasionadas por lesbofobia.