O dançarino Mateus da Cruz morto em Nova Iguaçu (RJ)
O dançarino Mateus da Cruz morto em Nova Iguaçu (RJ) (Foto: Reprodução/Instagram)

O jovem dançarino Mateus Felipe da Cruz, de 21 anos, foi morto a tiros em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (15). De acordo com a sua irmã Juliana Santos da Cruz, de 18 anos, em entrevista ao jornal Extra, o crime aconteceu quando ele voltava de uma festa e estava a caminho de uma quadra poliesportiva, onde costumava jogar vôlei. Amigos levantaram a hipótese de homofobia para a motivação do assassinato.

Segundo testemunhas, a vítima foi abordada junto com outros amigos por duas pessoas em uma motocicleta. Apesar de ainda desconhecida, nas redes sociais pessoas próximas a Mateus acreditam que a morte foi motivada por discriminação homofóbica, já que todos os envolvidos na cena eram homossexuais.

LEIA MAIS:


Protestos marcam a reabertura da exposição Queermuseu no Rio

Líder LGBT baiano é encontrado morto e com a genitália mutilada

Juliana afirmou que o irmão era muito querido nas redondezas e nunca havia comentado a respeito de inimizades, alem de ser bem resolvido com a sua sexualidade, inclusiva na família. — Essa questão sempre foi bem resolvida dentro de casa, todos sabiam da orientação sexual do Mateus. Nunca foi um problema, meu pai nem falava disso. Tanto que eles moravam juntos, com outro irmão nosso”, contou ela.

Nas redes sociais, amigos dançarino lamentaram o assassinato e citaram homofobia como a motivação do crime. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apura o crime. “A Constituição nos dá o direito à livre expressão. O direito à livre expressão não dá a ninguém o direito de cometer um crime. HOMOFOBIA É CRIME !!! Mateus Felipe, você foi o que você deveria ser, você sorriu, você se divertiu, tinha muito a viver ainda, mas a homofobia deu um ponto final nos seus sonhos, não vamos nunca nos calar, nunca parar de ser quem somos, por pessoas infelizes. Vá com Deus meu amigo, e que toda sua família seja confortada pelo amor de Deus”, escreveu um amigo.