O rapper gay carioca Jeza da Pedra
O rapper gay carioca Jeza da Pedra (Foto: João Pacca/Divulgação)

Resistência e afrontamento são palavras que definem a arte de Jeza da Pedra. Do subúrbio, Jeza é o primeiro rapper assumidamente gay da cena carioca e se prepara para sua primeira turnê na Alemanha, nos dia 6 e 11 de julho. Atração da segunda maior Parada LGBT da Europa, na cidade de Colônia, ele também tem apresentação confirmada na Urban Spree, em Berlim.

“O cineasta Alex Mello, associado ao produtor Edson Breschi, curtiu o meu som e fez o convite para que eu participasse da trilha do filme Black Friday, que é uma co-produção entre Brasil e Alemanha. Em seguida, a partir desse contato, surgiram os convites para essas datas durante o verão alemão”, conta animado Jeza, que também é tradutor, escritor e poeta com trabalhos publicados em zines e revistas de arte no Brasil.

Unindo uma jornada que vai das comunidades cariocas até uma formação em Letras que passa pela conceituada Sorbonne (França), Jeza criou sua identidade musical no Complexo da Pedreira em meio a igrejas neopentecostais, bailes funk e rodas de samba. Sua música traz entre as influências pontos de umbanda, afrobeat e soul, com os sons do subúrbio carioca. Essa diversidade de sons o levou a dividir palcos importantes, como o do Circo Voador, com nomes como Rincon Sapiência, Rico Dalasam, Linn da Quebrada e Baco Exú do Blues.


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“A música mexe com a sensibilidade humana, desperta emoções e toca naquilo que existe de mais universal nas pessoas. É muito gratificante, enquanto artista periférico, poder levar a minha gambiarra polifônica para um público fora do Brasil – ainda por cima cantando em português”, conta ele.

Para essa turnê, ele levará além das faixas do EP “Pagofunk Iluminati” (2017) e do single “Junto ao meu lado” (2018), uma versão inédita de “Rolè de Ogum”, produzida pelo DJ Ubunto, com um clima global bass muito mais pesado que a original. “Eu quero ver as alemãs tudo rodando igual Pomba Gira em festa de Exu Catiço”, se diverte Jeza.