Chapolin
Chapolin (Foto: Divulgação)

A alteração na dublagem de uma piada considerada homofóbica durante a exibição de um dos episódios de Chapolin pelo Multishow vem causando polêmica dentre os fãs do seriado mexicano. A emissora a cabo readequou uma fala na qual o herói Colorado cita uma “lua de mel” entre Batman e Robin.

Durante o episódio em questão na dublagem antiga, feita em português, uma das personagens afirma que teria sido melhor ter chamado o Batman ao invés do personagem de Roberto Bolaños, e é rebatida pelo protagonista: “Em primeiro lugar, o Batman não está, porque está em lua de mel com o Robin.”

A fala foi considerada preconceituosa pelo canal a cabo e ganhou uma nova versão para a atual exibição: “Em primeiro lugar, o Batman não pôde vir porque furou o pneu do batmóvel.” Os admiradores da série mais atentos perceberam a mudança e cobraram explicações da emissora.


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Em seu posicionamento enviado ao portal E+, o Multishow explicou que a alteração foi para adequar a produção à realidade atual. “Em algumas piadas, realmente existe um cunho homofóbico, mais machista. Nos anos 70 isso era mais comum, mas hoje, felizmente, estamos em outro momento. Vamos entendendo o limite dentro do humor”, afirmou a diretora de programação e conteúdo artístico Tatiana Costa.

“Vamos, sim, ficar de olho nisso, mas entendemos a liberdade artística e o contexto da época do produto e, por isso, vamos buscar ser fiéis à obra idealizada por Bolaños”, concluiu.

Confira o pronunciamento do Multishow na íntegra:

“Estamos cientes das críticas e ainda vamos acertar e errar, mas sempre na tentativa de fazer o melhor. É vivo, uma troca, não é uma decisão única. Estamos aqui para discutir juntos, ajustar também com os fãs. Em algumas piadas, realmente existe um cunho homofóbico, mais machista. Nos anos 70 isso era mais comum, mas hoje, felizmente, estamos em outro momento. Vamos entendendo o limite dentro do humor. A linha é muito tênue e, por isso, uma decisão sempre difícil. Somos uma marca democrática, com a responsabilidade de debater todas essas questões. Temos um poder social muito grande nas mãos. Vamos, sim, ficar de olho nisso, mas entendemos a liberdade artística e o contexto da época do produto e, por isso, vamos buscar ser fiéis à obra idealizada pelo Bolaños.” 

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