miséria extrema
Miséria extrema (Foto: Reprodução/Internet)

Uma pesquisa realizada por uma ONG norte-americana revelou que a população LGBT tem altas chances de viver de maneira miserável, ou seja, abaixo da linha da pobreza. A constatação foi feita através do estudo do comportamento de pessoas LGBTs de baixa renda, que não têm as suas necessidades atendidas pelas principais organizações anti-pobreza ou mesmo grupos de defesa LGBT.

De acordo com o relatório divulgado pela National Center for Lesbian Rights Policy Counsel casos como desemprego, disparidade econômica, insegurança alimentar, instabilidade de moradia e baixo potencial salarial são problemas comuns aos membros da comunidade LGBT.

Ao Rainbow Times, uma das responsáveis pelos resultados Tyrone Hanley exemplificou com dados a situação de muitas pessoas pertencentes à comunidade da diversidade e ressaltou que todos devem se mobilizar para modificar esta realidade. “Uma em cada quatro pessoas LGBT – aproximadamente 2,2 milhões de pessoas – não tinha dinheiro suficiente para se alimentar durante algum período do ano passado”, disse. “Precisamos trabalhar para promover igualdade para toda a comunidade LGBT. A pobreza deve ser uma questão central na nossa luta!”, completou.


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O levantamento traz ainda a informação que 25% das pessoas LGBT já ficaram sem dinheiro nem para se alimentar contra 18% da média para pessoas heterossexuais. A situações fica ainda mais delicada para casos atrelados à raça e idade. 37% dos negros LGBT afirmaram já ficar sem ter o que comer, nem como alimentar a sua família. Dentre os casais, gays sofrem três vezes mais chances de viver na pobreza em comparação aos brancos.

Idosos LGBT também são mais propensos a necessitarem do apoio de pessoas que não são ligadas a sua família. Isso porque muitas vezes não são aceitos dentro do seu seio familiar. Os pesquisadores esperam que a divulgação destes dados incentivem iniciativas que possam ajudar a reduzir a desigualdade.