Cena do drama japonês LGBT Entre Laços (Foto: Divulgação)

Com uma trajetória de sucesso nos Festivais de Cinema no qual participou, o filme ENTRE-LAÇOS estreou no Brasil, nesta quinta-feira (17), pela distribuidora Lança Filmes. 

Com extrema delicadeza o filme relata a história de uma garotinha de onze anos chamada Tomo, que ao se ver abandonada pela mãe, recebe auxílio de seu tio Makio (Kenta Kiritami) que tem um relacionamento com a transexual Kinko (Torna Ikuta), uma enfermeira de coração bondoso que acolhe a garota com  muito amor, fazendo o papel que caberia a sua mãe. Em pouco tempo a relação entre os três floresce e a pequena Tomo descobre o verdadeiro significado de uma família.

Em tranquilas imagens concentradas, o filme retrata a sexualidade não normativa como uma forma natural de vida e descreve os valores familiares definidos não por convenção, mas por um ambiente de amor e carinho. Apresentando para o espectador as “novas estrutura familiares”.   


A diretora do longa metragem, Naoko Ogigami escreveu e dirigiu todos os seus filmes, que foram classificados como “iyashi-kei eiga” – “filmes que proporcionam cura emocional“.  Tematicamente, todos os seus filmes abordam temas como a natureza, choque de cultura; estrangeiros que chegam em outros países e se deparam com práticas e elementos desconhecidos.

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 Os filmes de Ogigami são mais leves do que a maioria dos filmes japoneses. Um de seus filmes mais conhecidos pelo público se chama Megane (Glasses) “Óculos”, um filme de comédia japonesa do ano de 2007. Ambientado em uma ilha japonesa sem nome, conta a história de um professor universitário em férias que entra em contato com vários habitantes locais excêntricos.

O filme foi apresentado no Festival de Cinema de Sundance de 2008, onde foi indicado ao Grande Prêmio do Júri e no Festival Internacional de Cinema de São Francisco. A Federação Internacional de Críticos de Cinema premiou Megane com uma Menção Especial do Júri em 2008, no Festival Internacional de Cinema de Berlim, Megane, ganhou o Prêmio Manfred Salzberger por “ampliar as fronteiras do cinema  atual’’.