Mulher trans sofreu espancamento por grupo de homens em lanchonete no DF
Mulher trans sofreu espancamento por grupo de homens em lanchonete no DF (Foto: Reprodução/Youtube)

Uma mulher transexual identificada como Jéssica Oliveira, de 28 anos, foi brutalmente agredida a pauladas e até com golpes de cadeira  por pelo menos quatro pessoas em uma lanchonete em Taguatinga do Norte, no Distrito Federal, durante a madrugada de domingo (1°).

Imagens da câmera de segurança do estabelecimento mostram o momento que a jovem sofreu as agressões e não revidou. Nas primeiras cenas do vídeo, ela entra na lanchonete e caminha para trás como se tentasse fugir dos agressores que adentram o recinto logo em seguida.

Primeiro, Jéssica é atingida com socos e pontapés. Um dos homens parece estar com uma pedra na mão, enquanto outro segura um pedaço de pau. O grupo sai da loja, mas logo voltam para dar continuidade à sessão de pancadaria utilizando cadeiras da área de alimentação.


Ao G1, a vítima contou que o motivo para o ataque teria sido transfobia. Ao esbarrarem, o grupo gritou xingamentos e tentou assaltá-la. “Um deles pediu minha bolsa, e eu disse que não iria passar. Aí, ele começou a me ameaçar, disse que ia me dar um tiro”, relatou acrescentando que entrou na lanchonete para despistá-los.

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Ninguém que estava presente no local no momento das agressões tentou impedir a violência. Uma atendente afirmou que se escondeu por medo e as imagens ainda mostram que ela tentou conversar com um dos agressores quando Jéssica saiu do restaurante.

O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia de Taguatinga. Porém, a investigação deve ficar com a 17ª DP. Ninguém foi preso até o momento. Apesar da queixa como tentativa de roubo, Jéssica alega ter certeza que sofreu discriminação. “Eles estavam me provocando. Não fizeram questão da bolsa. Falavam para eu virar homem e tomar vergonha na cara”, disse.

Ela ainda temeu ser assassinada e chegou a comparar a ação com o caso da travesti Dandara dos Santos, morta de forma brutal com espancamento e pedradas no ano passado, em Fortaleza. “Quando começaram a me bater, pensei na Dandara na mesma hora. Tive medo de acabar como ela.”