Adoção entre Gays
Adoção entre Gays [Foto: Reprodução]

Cinco anos se passaram desde que a lei na qual autoriza o casamento homoafetivo foi finalmente aprovada na França. Apesar do decreto, que fez o seu quinto aniversário nesta segunda-feira (23), já realizar mais de 40 mil uniões, os casais gays ainda encontram resistência para adotar crianças, direito também reservado desde que a legislação foi aprovada.

Os casais gays até conseguem a primeira autorização no processo de adoção, porém, esbarram nos conselhos de família, responsáveis por fazer a ponte entre as crianças e os aspirantes a pais e mães, que acabam os discriminando fazendo com que raramente os processos sejam concluídos.

Prova disso, que desde que a lei passou a entrar em vigor, apenas 10 crianças foram adotadas por pessoas do mesmo sexo, na região de Paris. As barreiras são tantas que os LGBTs passaram a procurar outras alternativas para terem filhos. Muitas mulheres preferem tentar a inseminação artificial, feitas no exterior, já que a prática é restrita a casais heterossexuais no país.


Já os homens, optam muitas vezes por adoções internacionais, que não enfrentam tanta burocracia ao passar pelos conselhos de Família, que cuidam apenas dos órfãos franceses. Entretanto, poucos países autorizam a adoção nos casais do mesmo sexo, como Colômbia, África do Sul, Portugal, algumas regiões do México e Estados Unidos.

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O Brasil também se tornou uma opção, mas a adoção internacional conta com uma série de restrições. Primeiro que os casais brasileiros tem uma espécie de prioridade, além de ter disponíveis apenas aquelas crianças maiores de cinco anos, grupos de irmãos ou órfãos com necessidades especiais, que tem baixa procura pelos nativos.

Apesar da maior facilidade que no seu país natal, crianças adotadas por franceses em território estrangeiro representou uma queda pela metade, de acordo com dados do ministério francês das relações exteriores. O que leva também a tentativa da barriga de aluguel nos lugares onde o método é legalizado. Porém, ainda assim esbarram nas questões burocráticas, já que os bebês concebidos desta forma nem sempre conseguem ter a sua nacionalidade francesa reconhecida automaticamente.

Com informações do RFI.