O ator Luis Lobianco (FOTO: Instagram)
O ator Luis Lobianco (FOTO: Instagram)

O ator Luis Lobianco, famoso por compor o elenco do canal de humor Porta dos Fundos voltou a ser alvo de protestos por parte da comunidade trans durante a encenação do espetáculo Gisberta, no teatro Rival, no fim de semana.

A população transgênero afirma que o artista não deveria encenar uma personagem trans, como protagonista da montagem, pois classificam Lobianco como uma “trans fake”. Protesto parecido aconteceu na apresentação da peça em Belo Horizonte.

Nas redes sociais, o intérprete comentou o caso. “Jogaram até cartaz em cima de mim enquanto a cortina se fechava. Chamaram meus convidados de assassinos, o público de criminoso e me impediram de falar com as pessoas no fim”, relatou ele.


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Nem mesmo convidadas trans que acompanhavam as sessões foram poupadas. “Foram xingadas de ‘trans transfóbica’. Mas quanto mais o ódio da militância radical trans mostrava a sua cara tomando a primeira fila no fim da peça, mais o teatro lotado aplaudia com mão forte e gritava bravo, e mais as LGBTs aliadas batiam cabelo comigo, na resistência, no amor”, continuou.

Gay assumido, Luis Lobianco aponta que todo o ocorrido não só serviu como ataque a ele como também ao teatro. “Ofender o público do Rival, que tiro no pé! Tantos anos de luta para avançar na conscientização sobre LGBTs e, num dia de inconsequência e incoerência total, tudo ali em risco. Afastamento e antipatia.Que feio pra vocês, que lindo o teatro”, finalizou.

Hoje jogaram até cartaz em cima de mim enquanto a cortina fechava, chamaram meus convidados de assassinos, chamaram o público de criminoso, bateram grade e me impediram de falar com o público no fim. Tinha coação pra que quem comprava ingresso na bilheteria desistisse. Tinha gente usando uma imagem de Marielle no oportunismo absurdo de criar em nós antagonismo à sua tragédia – logo nós! Tinha até trans convidada sendo xingada de “trans transfóbica”. Mas quanto mais o ódio da militância radical trans mostrava a sua cara tomando a primeira fila no fim da peça, mais o Teatro Rival lotado aplaudia com mão forte e gritava BRAVO! Mais as lgbts aliadas batiam o cabelo comigo, na resistência, no amor! A resposta é real, no teatro! Ódio não, censura jamais! Ofender o público do Rival, que tiro no pé! Tantos anos de luta para avançar na conscientização sobre LGBTs e, num dia de inconsequência e incoerência total, tudo ali em risco. Afastamento e antipatia. Me recuso ao debate de Facebook. Você aí, não tome partido se não foi lá, não acredite em fakenews sobre mim. Não relativize pq é desconstruidão da “esquerda” que pega bem. Me exclua do seu ódio virtual imediatamente. Escreve um projeto, coloca a energia da inveja produzindo algo! Sou da ação e você é militante de teclado. Eu e o público somos REAIS! Hoje ficou exposto o ataque que vivo diariamente nos becos da covardia das marcações e inboxes. Estou extasiado com a resposta de amor contra o seu ódio! Que feio pra vocês, que lindo o teatro! – Foto de Aline Talon da apresentação de GISBERTA no Teatro Rival em 23 de março de 2018 <

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