A judoca Rafael Silva
A judoca Rafaela Silva (Foto: Reprodução/Instagram)

Após emocionar ao oficializar o pedido de casamento feito por sua namorada na Disney, no fim do ano passado, a campeã olímpica pelo judô Rafaela Silva voltou aos holofotes, desta vez,  por um episódio não tão legal. Ela utilizou os seus perfis nas redes sociais para denunciar uma abordagem policial, a qual considerou racista.

No depoimento, gravado em vídeo em seu perfil no Instagram, a judoca afirmou que pegou um táxi no Aeroporto Internacional Tom Jobim até a sua casa, localizada em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio de Janeiro, quando o carro foi parado por uma batida na Avenida Brasil.

“Quando o taxista encostou, eles o chamaram para um canto. Quando olhei na janela, outro policial armado mandou eu sair de dentro do carro. Levantei e saí. Quando cheguei na calçada, ele olhou para minha cara e falou: ‘Trabalha aonde?’ Eu respondi… ‘Não trabalho, sou atleta!’”, contou.


O agente então a reconheceu: “Na mesma hora ele olhou pra minha cara e falou: ‘Você é aquela atleta da Olimpíadas, né?’ Eu disse: ‘Sim’ e ele perguntou: ‘Mora aonde?’ Eu falei: ‘Em Jacarepaguá e estou tentando chegar em casa’. Na mesma hora o policial baixou a cabeça, entrou na viatura e foi embora!”, continuou.

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Quando entrei no carro novamente, o taxista falou que o policial perguntou de onde ele estava vindo e onde ele tinha parado pra me pegar. E o taxista respondeu: ‘Essa é aquela do judô, peguei no aeroporto’ e o policial falou: ‘Ah tá! Achei que tinha pego na favela'”, relatou.

Por fim, a judoca fez um desabafo: “Isso tudo no meio da Avenida Brasil e todo mundo me olhando, achando que a polícia tinha pego um bandido, mas era apenas eu, tentando chegar em casa. Esse preconceito vai até onde?”, questionou.

Em nota, a Polícia Militar afirma que as declarações de Rafaela Silva são “injustas e não ajudam o trabalho de combate à criminalidade.”, diz o comunicado, que ainda informa que a abordagem fazia parte da operação que intensificou o policiamento preventivo nos principais corredores viários da Região Metropolitana para reprimir roubos de veículos e carga, adotando critérios técnicos e legais para cumprir sua missão de servir e proteger a sociedade.”

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