Jovem morto por briga de facções em Fortaleza
Jovem morto por briga de facções em Fortaleza (Foto: Reprodução)

A Polícia Militar de Fortaleza afirmou que briga de facções foi o motivo para que um jovem fosse assassinado a machadadas na cidade. O crime chocou a comunidade LGBT, após um vídeo do momento da execução ter sido compartilhado nas redes sociais, levantando boatos de que a causa seria homofobia ou transfobia, hipótese já descartada pelas autoridades.

De acordo com informações da PM, o jovem identificado como Wesley Tiago de Sousa Carvalho, de 17 anos fazia parte de uma gangue e os autores do assassinato de outra rival. O episódio aconteceu no dia 30 de dezembro, por volta das 14h, na avenida Santos Dumont, próxima à praia do Futuro.

O corpo foi removido do local e levado para o Instituto Médico Legal (IML) e foi enterrado como indigente. “Não apareceu ninguém para reclamar o corpo dele, ele estava sem documentos e a população ficou com medo de dizer o nome. A informação é de que tratava-se de uma briga de facção. Esse rapaz seria de uma gangue e os agressores de outra. Esse seria o motivo do assassinato. E o motivo da crueldade é que quanto mais cruel a morte, mais nome a gangue ganha””, explicou o policial Marcos Cesar Ferreira, que atua na área do 8ª Batalhão ao NLucon.


Ao contrário do que foi levantado a investigação não acredita que a vítima fosse LGBT ou que o caso tenha acontecido por causa da orientação sexual ou identidade de gênero. “Não temos nenhum relato de que ele seria homossexual ou que o crime tenha sido motivado por esse motivo”, afirmou Ferreira.

Leia Mais:

Levantamento revela um assassinato de transgênero a cada 48 horas

Justiça dos EUA condena homem que usava Grindr para sequestrar e roubar casas

O vídeo conta com imagens chocantes: homens agridem a pauladas o jovem, que está caído no chão tentando reagir às agressões, quando alguém desfere vários golpes de machado na cabeça da vítima. O registro está sendo apurado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

Ainda na publicação, a assessoria declarou que a DHPP e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) estiveram no local, onde realizaram os primeiros levantamentos. Foram constatadas lesões provocadas por objetos perfurocortantes e contundentes. “Diligências estão em andamento visando localizar os autores do crime bem como identificar a motivação”, disse a Polícia Civil.