MC Linn da Quebrada
MC Linn da Quebrada (Foto: Divulgação)

A cantora travesti Linn da Quebrada comemorou o saldo positivo do ano de 2017 para a sua carreira. Além de lançar o seu álbum de estreia, o Pajubá, ela também marcou presença em produções nacionais no cinema, no filme “Corpo Elétrico”, e também no documentário “Meu Corpo é Político”, de Alice Riff.

“Foi um ano muito simbólico e significativo, no que diz respeito a disputa de imaginário. Era isso que estava buscando e propondo no meu trabalho, os nossos corpos ocuparem outros espaço”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Apesar da maior visibilidade e representatividade de artistas LGBTs, ela diz que o movimento atual não pode ser considerado precursor. “Seria inocente da nossa parte achar que somos pioneiras, mas acho que talvez seja a primeira vez que estamos ganhando tanta visibilidade. Ficou insustentável fingir que nós não existimos”, disse.


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Apesar de todo retrocesso existente na política, Linn acredita que todo o avanço conquistado pela comunidade LGBT não será perdido. “Pode acontecer qualquer coisa, mas espero que continuemos construindo tudo o que começamos em 2017”, opinou. “Fica muito transparente, para mim, que a reação vai vir, porque temos conquistado espaço, território, e temos colocado as nossas e os nossos nas universidades”, completou.

Para a cantora a arte é uma questão de sobrevivência no Brasil, considerado o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, de acordo com dados do Grupo Gay da Bahia. “Para que a gente se mantenha vivas, a gente precisa trabalhar, conseguir se manter economicamente, manter a sanidade mental, enquanto há toda uma massa que tenta nos colocar, a todo momento, como loucas”, finalizou.

 

 

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