O ator Rafael Zulu
O ator Rafael Zulu [Foto: Divulgação/TV Globo]

O ator Rafael Zulu contou em entrevista ao jornalista Léo Dias, do jornal O Dia, sobre a
repercussão do personagem Cido em O Outro Lado do Paraíso.

“Pessoal tem gostado da novela e do nosso núcleo. Inicialmente tinha essa dúvida se ele estava só com o Samuel por interesse, daí passou para a torcida para que eles se assumissem como casal e, agora, querem saber como será essa vida a dois deles ali na casa da mãe do Samuel (risos)”, explicou.

Segundo ele, o assédio do público LGBT aumentou após as cenas da novela. “Tem de tudo um pouco. Tem gente que pede para eu ser o motorista delas (gargalhadas). Criatividade é o que não falta nas abordagens. O que mais tem me chamado a atenção é que recebo muito mais abordagem de homens que estão assistindo a novela do
que de mulheres… grata surpresa!”, descreveu.


O artista ainda garantiu que não se incomoda com as investidas do público LGBT. “eu levo numa boa. Não teria porquê ser diferente. É sinal de que o Cido está agradando, que estou fazendo o meu trabalho direito e fico muito feliz. Mas todas as abordagens que eu recebo são muito respeitosas, tanto de homens quanto de mulheres. E esse respeito é fundamental. Vejo muito mais como um carinho mesmo.”

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Zulu também confessou sentir dificuldades para incorporar o motorista. “Queríamos mostrar dois homens que se relacionam, que se descobrem apaixonados, a fim um do
outro, de uma forma natural, assim como é na vida. Minha preocupação era mostrar que existia uma afeto desde o início, assim como ele também gostava da noiva”, analisou.

Ainda na entrevista ele comparou as repercussões entre o seu atual personagem e o Adriano, seu papel na novela “Ti-ti-ti”, também gay, mas não teve o apelo tão evidente. “Acredito que tem dois fatores que contribuem para esse burburinho maior. Tititi foi um novela de sucesso, mas era no horário das sete e meu personagem ia mais para o humor. Sabíamos que ele era homossexual, mas não acompanhávamos essa vida dele. A atual trama é das 9, um horário de maior audiência, e graças a Deus, temos tidos bons números. Somado a isso, o público vem acompanhando essa história do Cido, todo um desenvolvimento, o que acho muito legal. Vimos ali o Samuel sofrendo por causa da orientação sexual dele, vimos o início desse relacionamento dele com o Cido, a vida do Cido com a noiva. Trouxemos um tema que é muito comum: essa dificuldade de aceitação, o fato de você poder gostar de homem e mulher, como é o Cido… Acho que por
isso tem um burburinho maior. Acompanhamos a evolução dessa história do personagem”, disse.