Bandeira trans
Bandeira trans (Foto: Reprodução)

A Escola Educar Sesc, em Fortaleza, chegou a um acordo com os pais da aluna transgênero, de 13 anos, que foi impedida de renovar a matrícula na instituição de ensino e concordou a custear as despesas escolares dela até o fim do ensino médio.

A bolsa será arcada pelo sistema Frecomércio-CE, que gerencia a escola e se comprometeu a pagar todos os custos da menina até a formação na educação básica de ensino, mesmo que não permaneça mais como estudante do Sesc.

“O caso da Lara teve dois tipos de repercussão: a individual e a coletiva. No momento que foi ofendido o direito da adolescente, foi ofendido todo o direito LGBT”, afirmou a defensora pública Sandra de Sá.


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O acordo também prevê que a escola promova campanhas educativas sobre os direitos da comunidade LGBT, em parceria com entidades que tratam do tema. As informações são do jornal O Povo Online.

A família de Lara aprovou o desfecho do caso que ganhou grande repercussão no Brasil no último mês. “E é uma coisa que não envolve só a Lara, é uma questão de direitos. Às vezes, a pessoa está em situação de vulnerabilidade tão grande que não se sente fortalecida a dar a cara a tapa. Eu dei a minha”, disse a mãe de Lara.

O colégio também considerou a decisão satisfatória, como diz o assessor jurídico da instituição, Eduardo Oliveira Leão. “Acreditamos na solução acordada, porque é a mais eficaz que existe. Queremos que os pais saibam que este acordo é real, de verdade, e que o Sesc espera resgatar o que, eventualmente, tenha sido perdido em sua relação com a família da Lara”, declarou.