Mãe e filha são vítimas de homofobia ao serem confundidas com um casal lésbico

bandeira lgbt
Bandeira LGBT (FOTO: Reprodução/Internet)

A homofobia fez mais duas vítimas e desta vez com pessoas de fora da comunidade, o que prova que todo mundo está suscetível a este mal. Duas mulheres, mãe e filha, foram confundidas com um casal lésbico em um shopping de Brasília e sofreram agressões tanto verbais quanto físicas.

O caso foi relatado por Solange Afonso, de 47 anos, em um post publicado em seu perfil no Facebook. De acordo com ela, o episódio aconteceu na última quinta-feira (28), enquanto saía do cinema junto com a sua filha, de 20 anos, quando um homem de 55 anos as parou para agredi-las.

“Ontem eu fui a um cinema, às 20h18 era a sessão, eu fui com a minha filha de 20 anos. Na saída do filme apareceu um louco que achou que a gente era um casal e simplesmente começou a agredir nós duas. Começou com agressão verbal: chamou a gente de cretinas e safadas porque ele achou que éramos um casal gay”, declarou Solange em um vídeo na rede social.


Ela ainda relatou que acabou machucando o rosto em meio à confusão, além de pedir para que os seguranças do Shopping detivessem o homem para que fosse feito um Boletim de Ocorrência. “Eu reagi e xinguei também. Chamei os seguranças e pedi para deterem ele que nós iríamos para a delegacia. Na confusão, ele bateu, não sei se foi um relógio, alguma coisa no meu rosto.”, acrescentou.

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“Gravei esse vídeo para dizer que isso tem que acabar. Eu não sou gay, mas me botei no lugar de todas as pessoas que eu conheço e que só querem ser feliz e viver a vida delas”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP) informou que as vítimas, assim como o autor, foram encaminhados para a 5ª Delegacia de Polícia Militar, onde foi registrada uma queixa de injúria e lesão corporal. O homem assinou um termo de Compromisso de Comparecimento do Juizado Especial Criminal e foi liberado em seguida. As informações são do jornal Extra.

Assista ao depoimento de Solange:


7 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns pela coragem,realmente foi o que dissestes .Muitos anos atrás os negros que eram os mais pobres eram muito humilhados.Hoje a Novela da autora Glória Perez mostra um pouco de ,força do querer.Sempre defendi os gays,que eram chamados de bichas,bichonas .O amor que sempre tive por Deus ,ensinou-me , a entender compreender ,a amar , todos sem distinção de cor, raça ,religião,ou profissão.Deus criou a natureza, o homem a mulher ,a natureza criou os gay.

  2. Nem quero mais ler tantas noticias horríveis sobre esses seres humanos monstros, criminosos, está cada vez pior este planeta, andamos pra trás …. da medo se sair de casa.

  3. Sr Wagner moura, por favor fala tbem para os seus colegas de partidos, seja quem for, quando invadirem qualquer propriedade, na saquear as casas os animais,não agir tbem com violência quem esta ali são funcionários trabalhadores e mesmo que não for. As funcionários trabalham e passam uma vida pra ter uma geladeira, televisão e outros eletrodomésticos, e vem uns bandidos e saqueiam tudo ainda agride eles.

  4. A questão não é a homofobia. Essa é uma visão simplista do que ocorre atualmente no Brasil (e no mundo). A questão é a violência generalizada. Ontem num grupo do Facebook, sobre organização doméstica, uma pessoa que postou algo, absolutamente inócuo (Ela perguntava no post com a foto de alguém descascando um talo de brócolis, se mais alguém tinha esse hábito), foi chamada de “louca”, “pessoa que não tem o que fazer na vida”, “idiota”, “cretina”, “sem noção”, “mal amada”, etc. Um verdadeiro descalabro. Esse post gerou 350 comentários, enquanto um outro que dava dicas de prevenção de acidentes domésticos, teve apenas 2 curtidas e nenhum comentário. As pessoas perderam a noção. Elas simplesmente querem agredir e saem de casa cantando o refrão de uma linda música do Tim Maia: “Me dê motivo…” Não importa que seja agredir mãe e filha na saída do cinema ou se postar no 32o. andar de um hotel e matar 59 pessoas. Affff!!!!

  5. tive este mesmo problema, pessoas olhavam assustadas, agrediram apenas com olhares, devido ao porte fisico meu e de meu filho, quando percebi, fui incisivo e clamei em voz alta :È meu filho !! ok!! Lamento por todos os pais que passam por estas situações, lamento mais ainda pelos pobres de espirito, e aproveito a oportunidade para tb alertar sobre a xenofobia que sofremos

  6. tive este mesmo problema, pessoas olhavam assustadas, agrediram apenas com olhares, devido ao porte fisico meu e de meu filho, quando percebi, fui incisivo e clamei em voz alta :È meu filho !! ok!! Lamento por todos os pais que passam por estas situações, lamento mais ainda pelos pobres de espirito, e aproveito a oportunidade para tb alertar sobre a xenofobia que sofremos, e olha que somos brasileiros

  7. Com tanta gente precisando tomar um cacete em Brasília,o cara vai agredir logo as mulheres.Guarde as suas forças para quem realmente deveria apanhar.

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