Funcionário expulsa jovens em clube de Brasília: “Aqui não é clube de viado, é clube de homem”

LGBTfobia
LGBTfobia (Foto: Reprodução)

Um registro de homofobia vem sendo assunto na internet: um rapaz teria sido expulso de um clube em Brasília após um diretor do estabelecimento dizer que o local “não aceitava viadagem”.

Ao lado de um amigo, o rapaz de 20 anos frequentava um clube na Asa Sul do Distrito Federal quando o diretor do local declarou que os rapazes estavam desrespeitando o ambiente e logo depois disse “Aqui não é clube viado não, aqui é clube de homem!”.

Confira no vídeo a seguir gravado discretamente por um dos jovens:


Em uma entrevista, um outro diretor do clube, Francisco Pereira de Sousa, afirmou que os jovens foram convidados a se retirar pois trocavam carícias íntimas em público.

Um grupo de pessoas nos procurou para dizer que eles estavam cometendo excessos”, conta Francisco Sousa. Segundo o diretor, os garotos teriam “se sentado um no colo do outro e se tocaram”. O diretor afirma ainda que já precisou chamar a atenção de casais héteros que frequentavam o clube e namoravam de maneira chamativa.

“Nós apenas nos abraçamos, somos só amigos”, afirmou o jovem de 20 anos. Segundo a vítima, os dois se arrumavam para sair do local, que já passava do horário de fechamento, quando foram abordados.

“Estou chateado com os comentários que vejo, porque as pessoas deduzem ou afirmam o que não viram. Temos bom senso e sabemos o que devemos ou não devemos fazer. Sabemos respeitar o ambiente”, declarou o rapaz.

O caso acabou chegando aos ouvidos do presidente do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH), Michel Platini que afirmou que “a resposta do clube é até pior do que a expulsão em si”. De acordo com o presidente, a direção do clube jamais poderia expulsar os dois com base apenas em denúncias. “Caso houvesse algum excesso, os dois deveriam receber uma notificação oficial, não esse constrangimento”, declara.

O presidente do Conselho afirmou que pedirá a aplicação da Lei Maninha (2.615/2000) no caso. A lei, regulamentada em junho pelo governador Rodrigo Rollemberg, prevê advertência, multa e até suspensão do alvará de funcionamento de empresas que cometam discriminação baseada em orientação sexual ou identidade de gênero.

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