Caso de mãe acusada de matar o filho por ser gay vai a júri popular

Itaberli Lozano teve seu corpo carbonizado
Itaberli Lozano teve seu corpo carbonizado (Foto: Reprodução/Instagram)

A justiça de Cravinhos, no interior de São Paulo, decidiu que Tatiana Ferreira Lozano Pereira seja julgada através de júri popular, pela morte de seu filho Itaberli Lozano, de 17 anos. Ela é acusada de ter sido autora do crime que esfaqueou e carbonizou, o jovem no fim do ano passado.

Além de Tatiana, a sentença de pronúncia também intima Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa a responderem pelo homicídio triplamente qualificado – pela vítima não ter condições de defesa, por motivo torpe e meio considerado cruel. A data da sessão ainda não foi divulgada.

A mãe  também irá responder por corrupção de menores, já que um dos envolvidos tem apenas 16 anos, e ocultação de cadáver. A decisão ainda informou a absolvição do padrasto da vítima por falta de provas, que deixou o Centro de Detenção Provisória de Taiúva (SP), na última semana.


Leia Mais:

Waffle em formato de pênis vira sensação em Bancoc e viraliza nas redes sociais

Tiroteio em Vegas supera massacre na boate gay Pulse e se torna o maior atentado do gênero dos EUA

O advogado de Paulo e Tatiana, Hamilton Paulino garante que irá recorrer da decisão em favor da sua cliente. “Não tem prova efetiva de quem matou, tem indício”, afirmou. Já o advogado de Silva e Barissa, Flávio Tiepolo também afirmou que também entrará com recurso. “Presume-se que eles tenham participado, mas não têm prova de nada disso, por isso vamos tentar reverter essa decisão”.

Por outro lado, a promotoria da acusação também alegou que irá recorrer da soltura de Paulo. Tatiana e os outros rapazes envolvidos seguem presos. As informações são do G1.

O Caso

De acordo com a Polícia Civil, a mãe de Itaberly planejou a morte do filho, e chegou a contratar três homens para assassiná-lo, por não aceitar sua homossexualidade.  Além de ter contado com ajuda para executar o crime em 29 de dezembro de 2016, do marido para ocultar o cadáver.

Itaberlly foi atraído para a casa, onde foi morto com facadas no pescoço pela própria mãe. Segunda a acusação, mãe e padrasto levaram o corpo da vítima até o canavial, onde atearam fogo. O corpo dele foi liberado para sepultamento, seis meses depois do crime. O jovem teria se queixado dias antes da morte do comportamento que a mãe tinha, por ele ser gay.


1 COMENTÁRIO

  1. Agora fiquei na dúvida:
    Aos que defendem o aborto, isso não seria um caso típico de aborto???!!!
    Da forma como vocês pensam, não seria crime!!!!

DEIXE UMA RESPOSTA