Transexual denuncia motorista de Uber que se recusou a atendê-la

Pelo menos em São Paulo, um curso de diversidade sexual exigido pela prefeitura promete evitar que casos assim ocorram no município (FOTO: Divulgação /UBER)
Pelo menos em São Paulo, um curso de diversidade sexual anunciado pela prefeitura promete evitar que casos assim ocorram no município (FOTO: Divulgação /UBER)

Duas transexuais teriam sido discriminada nesta semana por um motorista de Uber em Niterói no Rio de Janeiro. Ilana Simons, de 36 anos e Pamella Larrunia, de 31, teriam tido sua viagem recusada logo após o motorista da empresa se aproximar delas com o carro e não ter aberto a porta do automóvel.

O motorista então teria seguido viagem sozinho. As duas transexuais registraram uma denúncia na Delegacia Online da polícia.

— É a primeira vez que eu sofro qualquer constrangimento do tipo. Foi discriminação porque nos aproximamos do carro acenando, ele olhou pelo retrovisor, viu que eu estava com o celular na mão, mas sem falar nada, seguiu viagem. Não abriu porta, não abriu vidro, não fez nada. Simplesmente andou com o carro e cancelou a minha viagem. Eu fiquei sem entender nada. Frustrante. — conta Ilana.


Ironicamente a viagem recusada aconteceu justamente quando as duas amigas saíam de um debate que discutia uma maior inclusão de transexuais na sociedade.

— Logo em seguida eu entendi o que havia acontecido. Fomos discriminadas. Saímos de um debate exatamente sobre esse assunto, onde as pessoas estavam dispostas a pensar nossa situação. Uma coisa dessas acontece com a gente e percebemos quão atrasada a sociedade ainda está com relação a isso, infelizmente. Ficamos muito chateadas.

O Conselho Municipal pelos Direitos da População LGBT de Niterói enviará a denúncia ao Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual (Nudiversis) da Defensoria Pública. De acordo com a presidente do conselho, Bruna Benevides, denunciar é importante para evitar que outros casos do tipo aconteçam.

— A gente se preocupa não só com a questão punitiva, mas preventiva e educativa. Esse não foi o primeiro caso e temos certeza que não será o último. Mas precisamos seguir em frente para evitar que atitudes como essa ainda façam parte do nosso cotidiano — declarou Bruna, que é membra da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). A Antra irá enviar uma carta ao Uber em repúdio.

Em resposta ao acontecimento, a UBER afirmou que “se orgulha em oferecer transporte eficiente e acessível para todos”, e explicou que motoristas ou usuários que “apresentarem comportamento segregador são desligados imediatamente da plataforma. Na nota divulgada, a UBER também sugeriu que é a primeira empresa de ride sharing a permitir que os usuários trans usem o seu nome social no aplicativo.

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