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Bandeira LGBT (FOTO: Reprodução/Internet)

Diante da repercussão que a decisão judicial, na qual autoriza psicólogos a submeterem pacientes a terapias de reversão sexual, tomou nos últimos dias, o juiz que Waldemar Cláudio de Carvalho, responsável pela assinatura da liminar, decidiu vir a público nesta quinta-feira (21), para esclarecer pontos do documento que, segundo ele, foram mal interpretados.

Em nota, o magistrado da 14ª Vara Federal do Distrito Federal afirmou que em nenhum momento a decisão trata a homossexulidade como doença. “Em nenhum momento este Magistrado considerou ser a homossexualidade uma doença ou qualquer tipo de transtorno psíquico passível de tratamento”, disse no comunicado, reiterando que houve uma interpretação equivocada do texto.

Waldemar informou ainda que qualquer questionamento a respeito do parecer, deve ser feito judicialmente e irá negar todos os convites de entrevista feitos a ele para falar sobre a decisão.


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“Considerando ser vedado ao Magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento (…); considerando existir meio processual adequado à disposição das partes para pedir o esclarecimento de eventuais obscuridades ou contradições em qualquer decisão judicial (…); este Magistrado vem a público declinar dos convites a ele formulados por diversos meios de comunicação no intuito de debater ou esclarecer seu posicionamento acerca da questão”, declarou ele que ainda pediu compreensão do público em geral, além de convidá-los para conferir o texto da decisão na íntegra, no site do TRF1.

A homossexualidade deixou de ser considerada como uma doença, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o CFP proibiu a realização de terapias para modificar a sexualidade, em uma resolução editada em 1999. Por isso, que o órgão deve recorrer da decisão, nos próximos dias.

A liminar movimentou as redes sociais, e muitos famosos se uniram em protestos contra o despacho. Pabllo Vittar, Ivete Sangalo, Bruna Marquezine, Tatá Werneck, Mara Maravilha, Jean Wyllys e Demi Lovato foram alguns dos nomes que se pronunciaram contra o veredito.