Após decisão judicial, ativista LGBT formaliza pedido de aposentadoria por ser gay

Ativista LGBT Toni Reis
Ativista LGBT Toni Reis (Foto: Reprodução/Facebook)

Com base na decisão judicial federal do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, que reverteu a resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia, na qual proibiam os profissionais da área de submeter pacientes a terapias de reversão sexual, o diretor executivo do grupo Dignidade e ativista do Paraná, Toni Reis apresentou o seu pedido de aposentadoria compulsória por “homossexualismo”.

No ofício, Reis afirma que a partir da nova determinação, em torno de 20 milhões de pessoas devem parar com as suas atividades por causa da decisão da justiça federal. “Entende-se que a partir dessa decisão, em torno de 20 milhões de pessoas brasileiras que são homossexuais (segundo estimativas científicas baseadas no estudo de Kinsey, 1948) tornam-se inválidas e, portanto, elegíveis para receber aposentadoria por invalidez.”, diz o texto.

“Reconheço que o pagamento desse benefício imprevisto possa quebrar a Previdência Social uma vez por todas, mas sugiro que o déficit incorrido seja recuperado por meio da taxação da renda das igrejas que promovem a “cura gay”, completa ele que ainda sugere uma remuneração de 24 salários mínimos.


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Em entrevista ao jornal Bem Paraná, Toni comentou a repercussão do pedido. “Espero que o pedido seja deferido pela Justiça, afinal eu sou gay há 53 anos e trabalhei mesmo doente durante todos esses anos. Quero aposentadoria retroativa. Quero a primeira aposentadoria por doença gay”, disse.

“Claro que é um protesto muito irônico para mostrar que a decisão deste juiz é uma grande besteira”, concluiu o ativista. Apesar disso, ele garante que mais de 800 pessoas já lhe pediram o modelo do requerimento para fazer o mesmo.


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