Após afirmar que não imporia gênero a bebê, casal sofre ameaças em Pernambuco

Bebê (Foto: Reprodução/Pixabay)
Bebê (Foto: Reprodução/Pixabay)

Após afirmar que não iria impor nenhum gênero e que batizaria o filho recém-nascido com um nome neutro, em entrevista ao jornal O Globo, um casal de Pernambuco começou a sofrer ameaças, insultos e represálias tanto nas redes sociais, quanto pessoalmente.

As agressões chegaram a um nível tão alto, que a matéria teve que ser retirada do ar no site da publicação. Até a jornalista, que assinou o texto passou a receber insultos em seus perfis na internet. As informações são do site NLucon.

Diante dos fatos, eles decidiram registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia de crimes na internet. O pai da criança, que é um homem trans, relatou que passou a receber mensagens com ameças e declarações de ódio, além de sofrer um ataque no metrô.


“Divulgaram fotos nossas com a criança em outros lugares. Como temos familiares nessas redes sociais, passaram a insultar minha mãe, meus irmãos, a família da minha mulher e a família do pai biológico do bebê”, contou.

Leia Mais:

Propaganda na TV australiana faz campanha contra o casamento gay

Produtor audiovisual acusa suposto segurança de shopping de ataque homofóbico

Munido de discursos religiosos, os agressores acusam os pais de fazerem experimentos com o bebê. “Dizem que estamos corrompendo a criança, que estamos usando ela para fazer experimentos. Pessoas falando em nome de Deus que somos aberrações, que a criança é uma aberração. Chegaram a dizer que vão chamar o conselho tutelar e que nós pagaríamos por essas escolhas”.

Na reportagem publicada pelo O Globo, o casal explicou que a criança, fruto de um relacionamento da mãe com um homem cisgênero, não teria nenhum gênero atribuído a ela, e que brincaria com todo tipo de brinquedos, sem distinção de sexo, além de ter a liberdade de transitar até que consiga vivenciar o gênero que melhor se identifique.

A decisão feita a partir da militância do casal, que costuma ser engajado em causas sociais. Para o pai, as pessoas estão esquecendo do bem estar da criança. “Estamos deixando ele escolher, quando tiver idade. Ele tem um mês, já faz coisas que outro não faz. Está saudável e bem cuidado. Como as pessoas não conseguem enxergar isso? Eu sei que estou na linha de frente, que coloquei a cara a tapa. Não sabia que isso iria atingi nosso bebê. É uma criança”, ressaltou.


DEIXE UMA RESPOSTA