Público acusa policiais de LGBTfobia durante Parada do Orgulho de Contagem

Policiais trataram participantes da Parada LGBT de Contagem com repressão
Policiais trataram participantes da Parada LGBT de Contagem com repressão (Foto: Divulgação)

Diversas queixas de repressão policial foram relatadas por pessoas que participaram da 13ª Parada do Orgulho LGBT da cidade de Contagem, em Minas Gerais, que aconteceu no último domingo (06). Muitos participantes usaram as redes sociais para condenar o excesso de força e violência utilizadas pela Polícia Militar no momento de dispersar o público no fim do evento.

A “dispersão” começou às 19h30, quando o evento acabou oficialmente. Houve uso de cassetetes e spray de pimenta, além de ofensas gratuitas e homofóbicas, além da destruição de celulares. Um dos relatos ainda afirmou que policiais recusaram o resgate de um jovem que estava passando mal, com a justificativa de que “isso é mais um desses viadinhos drogados. Não vamos ajudar nada, não”. O jovem acabou sendo socorrido por outra policial e levado por uma ambulância.

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Ao longo da Parada, os policiais já demonstravam a LGBTfobia ao distribuir insultos e assédios. O ativista Gleyk Silveira afirmou que um dos PMs quebrou o seu celular enquanto ele tentava filmar uma agressão, e em seguida também quebrou seus óculos. “Um dos policiais se virou e deu uma porrada no meu celular. Tentou me dar outra, eu me virei, bateu nos meus óculos e quebrou”, declarou.

Já o presidente da ONG Cellos Contagem, Anderson Cunha Santos, exigiu apuração. “Para nós isso não foi um incidente. Os relatos é de que a polícia intervia não só com violência, eram agressões verbais também. Policiais depreciavam as pessoas por conta da sua orientação e identidade de gênero, deixando bem claro a LGBTfobia. A gente quer respostas e apuração dos fatos”, afirmou ele. A organização da Parada denunciou o caso, que aguarda análise na Ouvidoria de Polícias de Minas Gerais.


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