Dupla investe na representatividade LGBT através dos quadrinhos

O gibi Torta de Climão é o primeiro LGBT lançado no Brasil
O gibi Torta de Climão é o primeiro LGBT lançado no Brasil (Foto: Divulgação)

A representatividade do universo LGBT vem crescendo cada vez mais ao longo dos anos. E se a grande mídia ainda não impulsiona e debate o tema com tanta clareza, uma escritora e  quadrinista tentam fazer isso da melhor maneira possível. Kris Barz, juntamente com Luiza Lemos, mulher trans, cartunista e também escritora criaram o gibi “Torta de Climão”.

Através da produção, as autoras aproveitam também para debater e fazer críticas sociais como machismo, preconceito e homofobia. “Pode ser que essas histórias não agradem quem é homofóbico, mas não faço nada com a intenção de agradar as pessoas e sim em levantar uma causa e ajudar no empoderamento da nossa comunidade”, afirmou Kris, que também faz questão de incluir gírias e gestos do cotidiano do grupo.

“Independente das histórias abordarem ou não o universo de super-heroi, eu não via personagens LGBT’s nesse tipo de quadrinhos. Mas eu conseguia os enxergar de alguma maneira inseridos na minha realidade”, pontuou.


Luiza Lemos também é autora de outra história em quadrinhos: Transitorizada, lançada em 2016 e teve como fonte de inspiração o programa Estação Plural, exibido pelo canal Brasil que trata de temas sobre diversidade.

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“Quando o Fefito disse que era um adolescente triste dentro do armário, eu consegui fazer uma imagem mental de uma pessoa passando exatamente pela mesma situação. E na hora pensei: poxa, acho que isso daria um bom quadrinho. E a partir daí, pensei em abordar minha própria história de transição para até servir de inspiração para outras pessoas”, disse.

Na história, é possível encontrar uma narrativa lúdica, com um humor ácido e refinado, e entender exatamente como é o processo de “sair do armário” e se assumir uma pessoa transgênero. “Nossa intenção é promover e divulgar o debate sobre esse assunto”, finaliza.

A HQ é publicada em um blog e na página de facebook do projeto. A dupla ainda estuda metodologias e verbas para disponibilizar as histórias também em versão impressa.


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