UFABC permite que pessoas trans utilizem os banheiros de acordo com a identidade de gênero

Estudantes trans poderão escolher banheiro que mais se adequem a seu gênero no UFABC
Estudantes trans poderão escolher banheiro que mais se adequem a seu gênero no UFABC (Foto: Divulgação)

Uma junção de coletivos e militantes LGBT conseguiram pressionar a reitoria e a equipe da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André, a regulamentaram o uso de banheiros por pessoas trans de acordo com sua identidade de gênero. Isso aconteceu ao impedirem uma votação sobre o assunto de acontecer.

A Comissão de Políticas Afirmativas (CPAF), conduzida pelo pró reitor do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP), Fernando Costa Mattos, pretendia decidir se pessoas nas dependências da universidade poderiam ou não usar os banheiros adequados. Entretanto, o coletivo Prisma Universidade Federal do ABC (UFABC), Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (IBRAT) e diversos militantes trans independentes interviram na votação. Eles apresentaram uma nota, assinada por vários outros coletivos, com o argumento de que “direitos fundamentais são inegociáveis e não são passíveis de votação”.

Leia Mais:


Em entrevista, Preta Gil afirma que “toda família tem um gay”

Ivana se descobre homem trans e gay em A Força do Querer

“Respeitar a identidade de gênero é essencial ao convívio, ao reconhecimento, à individualização e a possibilidade de pertencimento em seu meio social, garantindo sua inclusão na sociedade e, consequentemente, o exercício de sua cidadania”, afirmava a nota. “É no mínimo bizarro que se coloque em pauta de votação um direito elementar que é o uso do banheiro”. Devido à essa situação, a votação acabou não acontecendo, mas deliberaram e decidiram providenciar 150 placas de aviso para banheiros e vestuários de todo o campi.

As placas afirmarão a permissão de pessoas trans em seus banheiros adequados, e devem ser afixadas em até 30 dias. Toda a situação começou a ser discutida pela universidade e pelos coletivos após o caso de uma funcionária trans, que sofreu assédio moral e violência psicológica ao ser impedida de utilizar o banheiro feminino. Ela era terceirizada e acabou sendo demitida após a repercussão.


DEIXE UMA RESPOSTA