Lésbica, ex-primeira-ministra da Islândia defende direitos LGBTs: “deveria ser assunto global”

Jóhanna escondeu a relação com a esposa por 15 anos (Foto: Divulgação)
Jóhanna (esquerda) escondeu a relação com a esposa (direita) por 15 anos (Foto: Divulgação)

Primeira-ministra da Islândia, entre os anos de 2009 e 2013, Jóhanna Sigurdadóttir marcou por ser a única política assumidamente homossexual a ocupar o cargo. Em entrevista ao jornal El País, no último sábado (22), ela comentou sobre os direitos LGBT em seu país e no mundo.

Casada com um homem por 18 anos antes de conhecer sua atual esposa, Jónina Leósdóttir, a parlamentar lembrou que se viu obrigada a omitir o relacionamento por muito tempo. “Minha relação sentimental com Jónína, com quem agora estou casada, permaneceu no armário durante 15 anos, de 1985 até o ano 2000. Temia que tornar pública minha vida particular poderia ser difícil para nossos três filhos e para minha carreira política”, afirmou.

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Questionada se acha que a União Européia (UE) deveria agir mais a respeito dos direitos da comunidade LGBT, Jóhanna respondeu que “o compromisso a longo prazo deveria ser que todos os indivíduos LGBTIQ em todos e cada um dos países do mundo tenham os mesmos direitos e o mesmo respeito. Os direitos LGBTIQ não deveriam ser um assunto local e sim global porque afetam direitos humanos básicos”.

A ex-primier também cobrou mais ações da UE e da ONU em relação a situações de tortura e assassinato de LGBTs, como é o caso da Chechênia, na Rússia. “[A atitude] deveria ser mais ativa não somente da União Europeia, mas também das Nações Unidas e das organizações de defesa dos direitos humanos. Não é suficiente mostrar preocupação e lançar comunicados. A situação na Chechênia é completamente intolerável e deve ser impedida”, declarou ela que teme retrocesso nos EUA, após a eleição de Donald Trump.


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