Gabinete de Jair Bolsonaro tem mural para criticar LGBTs e defender ditadura

Em seu gabinete, Jair Bolsonaro critica LGBTs em 'mural da vergonha
Em seu gabinete, Jair Bolsonaro critica LGBTs em 'mural da vergonha" (Foto: Igor Estrela/Revista Época)

O gabinete do deputador Jair Bolsonaro (PSC), em Brasília, tem atraído muitos curiosos e apoiadores do político. Isso porque, na fachada de vidro do local, foram coladas diversas imagens que representam o ódio do deputado ao PT, a esquerda e a comunidade LGBT, além de demonstrar apoio à ditadura militar.

Chamado de “mural da vergonha”, o vidro está cheio de colagens de fotos e desenhos que representam tudo que Bolsonaro e seus seguidores desaprovam. Isso inclui artigos de apoio a direitos LGBTs, cartazes de conscientização sobre diversidade sexual, entre outros.

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No aspecto direita vs esquerda, o gabinete deixa bem óbvio o desgosto de Bolsonaro por petistas. Fernando Haddad, por exemplo, estampa uma montagem com a frase “candidato do kit gay” (sic), afirmando que o projeto Escola sem Homofobia iria “dar aula de homoafetividade” para crianças de 6 anos. Os ex-presidentes Lula e Dilma também aparecem bastante, com paródias acusando-os de mentiras e corrupção sarcasticamente.

Entre as acusações feitas à Dilma, há a clara associação da mesma com a esquerda armada, além de um cartaz que zomba da Comissão Nacional da Verdade (investigação que apontou dezenas de militares que cometeram atos de tortura e barbárie na época da ditadura). Do lado do gabinete de Jair, há ainda o gabinete de seu filho, Eduardo Bolsonaro, com uma bandeira do Brasil estampada na porta abaixo do sobrenome da família.


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