Condragulations! RuPaul conquista cada vez mais o coração dos héteros

Cada vez mais héteros assistem ao RuPaul's Drag Race
Cada vez mais héteros assistem ao RuPaul's Drag Race (Foto: Divulgação)

O reality show RuPaul’s Drag Race é quase uma unanimidade da preferência entre os membros da comunidade LGBT, de tão popular. O programa, que apresenta diversas drag queens em busca da coroa, não está mais restrito ao “vale dos homossexuais”, mas também a alguns heterossexuais. “Sashay Away” para o preconceito!

Muitas mulheres héteros tem demonstrado admiração pela atração, o que faz com que elas o apresentem para seus companheiros, irmãos ou amigos. A UOL entrevistou três desses homens, também héteros, para descobrir o que Drag Race fez em suas vidas que os ajudassem a desconstruir esteriótipos e ser mais tolerantes e respeitosos com a comunidade LGBT.

Edison Rizzato, por exemplo, afirmou que junto com o programa, vieram amigos gays que colaboraram para destruir muitos pensamentos homofóbicos. “Tinha tantos estereótipos montados na cabeça, como: ‘só é gay até encontrar uma mulher gostosa. Pensava que ser gay era errado, achava que era superior por não ser, que gays precisavam ser tirados dessa situação, como se ser gay fosse uma situação, algo passageiro… E foi aí que passei a respeitar a profissão [de drag queen] e entender o preconceito que ela carrega”, declarou ele que tem curiosidade de tentar se montar um dia.


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Já Aleo Gerez, que assiste o reality desde 2015, disse que conseguiu entender o tanto de diversidade que há realmente no mundo gay. “‘RuPaul’ foi realmente algo que me fez enxergar o universo gay do jeito certo, entendendo e respeitando a diversidade”,

O impacto foi tanto que Gerez se tornou um dos voluntários no projeto Casa 1, que acolhe LGBTs em situação de vulnerabilidade em São Paulo. “Participei de uma das reuniões com os voluntários e dentre 15 pessoas, eu era o único hétero. Torço para que essa conta aumente com a participação de mais heterossexuais conhecendo e respeitando o universo gay”, contou.

Por fim, Rodrigo Florêncio, pai de um menino de 10 anos, ressaltou que sempre foi respeitoso, mas que agora sente mais abertura para falar sobre o assunto. “Parece idiota, mas antes você como hétero falar que tinha um amigo gay colocava em dúvida a sua masculinidade em ambientes mais ‘mente fechada'”, afirmou ele.

Rodrigo também enfatizou a importância dessa visão na criação de seu filho: “Não quero ser aquele pai que é a razão pelo filho não ‘sair do armário’ e que por conta disso vive infeliz”.

 


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