Brasil registra aumento nos casos de hepatite A

Um aumento dos casos de hepatite A é registrado primeiro semestre do ano no Brasil
Um aumento dos casos de hepatite A é registrado primeiro semestre do ano no Brasil (IMAGEM: Dr. Consulta)

Um aumento repentino nos casos de hepatite A entre homens foi registrado no primeiro semestre deste ano no Brasil. É o que afirma o site UniversoAA. A doença que se trata de uma inflamação hepática (infecção no fígado) também teve surtos registrados neste ano em regiões da Holanda e de Portugal.

A doença é causada por um vírus que é expelido pelas fezes de uma pessoa enquanto ela está enferma e uma das principais formas de contágio deste tipo de hepatite é pela prática do sexo anal e em especial pela prática do sexo oro anal (o popular cunete). Outra forma de contágio é por contaminação alimentar através de alimentos que possam ter sido expostos ao vírus da hepatite A (alimentos lavados com água contaminada por exemplo ou mariscos do mar pescados em regiões próximas a esgotos sem tratamento).

Os gays (que portanto fazem parte de um grupo vulnerável a doença) já haviam sido colocados em exposição na mídia por registros da doença no ano passado: mais precisamente em julho quando um surto da doença se espalhou por países como o Reino Unido e a Alemanha, havendo inclusive relatos da doença em frequentadores do Europride, evento LGBT que reuniu centenas de pessoas em Amsterdã em 2016.


Aqui no Brasil no mês de abril, num período de vinte dias, a rede de laboratórios Fleury atendeu 23 homens em idade sexualmente ativa cujos resultados de exame foram compatíveis com este tipo de hepatite. Apesar das informações clínicas e dos fatores de risco relacionados a estes casos não serem divulgados, o número chama a atenção por ser bem mais alto do que o habitualmente registrado pelo laboratório. Vale destacar que o mesmo aumento não foi registrado entre mulheres da mesma faixa etária, o que seria esperado caso o surto de hepatite tivesse acontecido por contaminações alimentares.

Médicos infectologistas que atuam como funcionários de hospitais também notaram o atual aumento no número de casos da doença em homens gays. Apenas no hospital Nove de Julho, da capital paulista, no período de fevereiro a abril houve o registro de internação de seis homens com a doença, todos estes declaradamente homossexuais. Vale pontuar que outros hospitais relataram casos parecidos no período.


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