Karina Barros
Karina Barros (Reprodução/Instagram)

Entrevista/Texto: André Suzano

Karina Barros fora a primeira bailarina da história do programa “Domingão do Faustão” a assumir publicamente sua sexualidade. Aos 21 anos, a também empresária, foi demitida da atração neste mês, no último domingo (14), junto a outras 10 garotas.

Karina, que já externou antes que o apresentador Faustão sempre foi muito atencioso e que era bem tratada por todos da produção – segundo ela, Faustão até chegou chama-la para conversar. Em entrevista exclusiva ao Observatório G, Karina fala sobre a experiência de passar pela Rede Globo e revela se tem planos de voltar à TV.


Karina, como surgiu primeiramente o convite para participar do “Domingão do Faustão” como bailarina?

“Eu conheci o Sylvio (coreógrafo) no concurso Bailarina do Faustão, e quando surgiu uma oportunidade de teste para o ballet, ele me mandou uma mensagem no WhatsApp me convidando.”

Vocês, bailarinas do Faustão, possuem formação acadêmica em dança?

“Algumas sim. Mas todas tem que ter o DRT, documento do profissional da dança.”

Quanto tempo você permaneceu na atração e por que foi demitida?

Eu fiquei 3 anos e alguns meses. Fui demitida para a renovação do ballet. Isso acontece com uma certa frequência, ele (o ballet) vive se renovando.”

Geralmente, as bailarinas do programa possuem contrato assinado de quantos anos?

“A gente tem carteira assinada. Não sei se tem um tempo específico.”

O salário é atraente ou vocês ganham mais com publicidade?

“Pensei que o salário fosse mais alto. Mas com certeza as meninas ganham mais com publicidade.”

Você é uma mulher homossexual, socialmente assumida, certo? isso lhe acarretou problemas?

“Sou, sim. Jamais! A equipe do Domingão me recebeu super bem, inclusive o Faustão.”

Um homossexual sofre mais retaliação por trás ou à frente das câmeras, em sua opinião?

“Eu só sofri preconceito até hoje nas redes sociais, de pessoas desconhecidas que utilizam o anonimato para dizerem o que vem à cabeça.”

Você é uma mulher envolvida com as lutas e políticas públicas da comunidade LGBT?

“Sim. Busco sempre representar. E sinto um orgulho enorme de ter sido a primeira lésbica a entrar no vale do Faustão.”

No elenco das bailarinas do Faustão, já teve mulheres lésbicas antes?

“Não, pelo menos assumidas, não!”

Hoje, de onde vem a sua renda?

“Do petshop chamado Grooming Pet que tenho junto com minha esposa Camila Benfica.”

Você já tem planos ou estuda voltar à televisão?

“Não. A televisão foi uma boa experiência mas não pretendo voltar. Porém, se recebesse uma boa proposta, pensaria a respeito.”