Cris faz shows no Carolina's Bar, em São Paulo (Reprodução/Instagram)
Cris faz shows no Carolina's Bar, em São Paulo (Reprodução/Instagram)

Cris Tower já perdeu as contas de quantas paradas marcou presença. Militante da comunidade LGBTQ+, a promoter faz shows em casas noturnas de São Paulo com uma apresentação ousada sempre as quintas, 23h, no Carolina’s Bar em SP. Como ela mesma diz: “É babado, o nome do show é Vegas, e o que acontece em Vegas, fica em Vegas”.

Ao Observatório G, a artista ressaltou que a Parada LGBT, além de reunir os mais diferentes estilos, conta com o amor como grande aliado na luta contra o preconceito: “Não poderia deixar de vir pra Paulista pra demonstrar esse amor que eu sinto, passar esse amor para as pessoas e receber também, porque além de uma grande festa tem muito amor”.

Confira!


O que te motiva a vir aqui?

“Primeiramente o amor, amor pelo o que eu faço, eu trabalho na cena LGBT, faço shows por aí, algumas casas e nesse eu não poderia deixar de vir pra Paulista pra demonstrar esse amor que eu sinto, passar esse amor para as pessoas e receber também, porque além de uma grande festa tem muito amor.”

Por que o seu nome é Cris Tower?

Na época em que eu estava escolhendo o nome, não lembro qual agora, isso em 2002, uma pessoa que me batizou me chamou de Cris, ‘você é muito alta e vai se chamar Tower, as pessoas às vezes confundem, mas é Cris Tower’.”

Como é seu trabalho no movimento LGBT?

Eu tenho um show chamado Bataclan da Cris Tower, e tem uma noite no Carolina’s Bar, onde sou residente todas as quintas-feiras, o meu show sempre sou eu e meus gogoboys, é um show interativo e ousado.

Posso gravar um dia lá?

Pode, só não pode gravar as brincadeiras porque o nome do show é Vegas, e o que acontece em Vegas, fica em Vegas, por isso eu vim com essa roupa, e realmente acontece, é babado.

Qual a importância de sair num trio e levantar bandeiras?

Eu sou contra qualquer tipo de preconceito, seja por região, ah porque ele nasceu não sei onde, ah porque ele é branco, eu não gosto de nenhum tipo de preconceito. Eu brigo mesmo e não meço palavras.

E como é na sua família?

É bem tranquilo, de verdade!

As pessoas te respeitam?

Muito, muito, muito! Tanto é que os meus amigos são héteros, a maioria são héteros de verdade!

O que você buscou na sua vida pra se defender? Estudar?

Eu sempre procurei me colocar no lugar da pessoa, eu não gosto pra mim aquilo que eu não queria pra outra pessoa. Empatia. Eu não sei te explicar, mas é natural do dia a dia, entendeu? Eu tenho as minhas responsabilidades, procuro correr atrás do meu, sem prejudicar ninguém e também sem querer ser prejudicado.