Drag queens revisitam arte barroca em ensaio contra a violência e o preconceito

O ensaio traz drag queens em uma releitura da arte barroca
Glenda Jackson (Foto: Ricardo Santiago/Divulgação)

O fotógrafo Ricardo Santiago foi o profissional por trás de um ensaio chocante para a 7ª edição do concurso Super Talento, em Salvador, que pretende escolher a mais talentosa drag queen da Bahia deste ano. O ensaio Drag Barroca traz uma releitura da arte barroca, contextualizada com nossa época e problemas atuais.

Foram 15 fotografias impactantes que tratavam do combate à homofobia, violência contra a mulher, racismo, intolerância religiosa e até a situação política do Brasil. Dentre elas artista Vanusa Alves, primeira mulher trans a participar do concurso, e que comoveu ao retratar Anastácia, escrava que viveu em Minas Gerais no século XVIII.

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As outras participantes foram Ah Teodoro, Alehandra Dellavega, Eyshilla Butterfly, Fley D’Lacqua, Gotham Waldorf, Leona do Pau, Malayka SN, Aurora Blanc, Sabrina Sasha, Ita Morais, Laís Fennell, Sasha Heels, Glenda Jackson e Arthemis Aguiar. Cada uma posou inspirada em alguma figura, situação ou arte histórica, indo desde representações de Maria Madalena até releituras de trabalhos de Michelangelo e Botticelli. Tudo isso, claro, sob um olhar barroco, o que tornou as imagens muito mais impactantes e cruas.

As drag queens também se apresentarão nesse início do concurso, unindo a performance com as fotos para que fossem julgadas. A comissão julgadora contou com Graça Azevedo, Amanda Moreno, Ricardo Santiago, Davison Esquivel e Rainha Loulou. Fley D’lacqua foi eliminada, e Vanusa Alves foi escolhida como a melhor fotografia da noite. A repercussão nas redes sociais do ensaio está sendo polêmica.


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