Psicanalista explica pessoas LGBT que idolatram Bolsonaro

Observatório G tenta entender o que leva alguma pessoa LGBT brigar tanto por quem, abertamente, já a rechaçou

Publicado em 28/09/2021 16:32
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Existem LGBTs com uma visão, interpretação de mundo, mais à direita, mas também há LGBTs que, ainda hoje, reverenciam políticos como Bolsonaro, que, além de ter vídeos viralizados nos quais profere discursos hostis contra a comunidade, já disse abertamente ser contra modelos de famílias que destoem do ‘tradicional’, que é justamente o que ele entende por correto.

Pois bem, para entender esta dinâmica e o psíquico desses sujeitos, o Observatório G conversou com o psicanalista Luís Pierott, que nos concedeu as suas observações acerca do tema.

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De acordo com o seu olhar de profissional, o que leva uma pessoa LGBT idolatrar um político que já disse abertamente não compactuar com qualquer comportamento que destoe do modelo de família tradicional?

Do meu ponto de vista, a persistente tentativa em ser aceito por um pai, já que na maioria dos casos, o pai ou os pais têm dificuldade ou resistência em “aceitar” a orientação sexual do seu filho(a) quando esta diverge do modelo heteronormativo. O “mito” como frequentemente é chamado por seus apoiadores, exerce o papel de um pai, não só dos seus filhos biológicos, mas também de todos aqueles que se veem ou se viram paternalmente desamparados em algum momento ao longo de suas existências.

Indagado se a necessidade de pertencer a um grupo religioso, tradicional e conservador pode ter alguma relação com homofobia interna, o profissional destaca que, a priori, pode partir de uma alienação.

A alienação é um ponto estruturante da neurose. Nos alienamos diante da dor, do horror, do discurso do outro quando este não condiz com o meu, etc. E não preciso lembrar que foi em nome de Deus, da família, da moral e dos bons costumes que o indivíduo humano se autorizou a cometer os seus piores crimes, né? Quanto à homofobia interna (homossexual homofóbico), é simples de explicar: não consigo aceitar o que sou, mas sou. Preciso culpar alguém por isso. Que seja o outro que sustenta ser quem é, e não eu. A esse mecanismo de defesa do ego, Freud deu o nome de formação reativa.

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