João Rosa
João Rosa (Foto: Reprodução)

Aos 24 anos, o cantor João Rosa é a nova aposta do pagode LGBT, e promete animar a vida de muita gente com letras incríveis e memoráveis. Após lançar o seu primeiro single, “Amar Sem Sentir Culpa“, o Observatório G bateu um papo com o músico que nos deu detalhes de seus próximos projetos.

OBS G: A música “Amar sem sentir culpa” apresenta uma energia única com um pagode gostosinho..o que o levou a apostar no pagode?

Eu sou pagodeiro quase que desde sempre! Então acho que o samba e o pagode por serem os estilos que eu mais escuto, e por consequência tenho mais referência, são os estilos que eu me sinto mais confortável em desenvolver meu trabalho. Além disso, acredito que como a vivência LGBT+ é pouco abordada no pagode ainda (infelizmente) isso abre bastante espaço, principalmente entre as LGBTs que como eu sempre amaram o ritmo mas não tinham o costume de se ver representadas nas letras das músicas.


OBS G: Pretende continuar investindo no pagode nas próximas músicas?

Sim! Óbvio que tudo o que a gente consome serve como referência e pode ser absorvido pro nosso som, o que só dá mais personalidade pra ele. Mas o fio condutor ainda vai ser o pagode e o samba, sem dúvidas!

OBS G: Com qual cantor você não pensaria duas vezes e gravaria um feat?

Uau! Pergunta difícil! Gostaria muito de um dia trabalhar com pessoas LGBTs que exaltam a música genuinamente brasileira. Pensando em pessoas que já têm experiência no pagode eu não pensaria duas vezes em gravar com a Leci Brandão e a Ludmilla. Mas acho que seria lindo trocar com LGBTs que resistem em outros estilos musicais brasileiros também!

OBS G: “Mas a gente entende que o amor vence, e sente orgulho do que a gente é”, diz um trecho da canção. De onde surgiu a inspiração para a letra do SINGLE?

Amei a pergunta. No meu IGTV (meu insta é @joaorosamusica pra quem quiser seguir ☺️) eu lancei um mini-doc sobre a composição dela. Foi uma música que eu de fato sentei para escrever e acho que eu quis relatar algo que fosse real pra muitas LGBTs. Porque se é verdade pra gente e a gente é normal como qualquer um, a chance de isso gerar identificação por ser real pra outras pessoas é bem grande. E daí saiu a “Amar” que particularmente é uma das minhas composições que eu mais gosto, justamente porque é singela na forma de abordar essa vivência, sem ser pesada, terminando de uma maneira positiva, alegre, pra cima.

OBS G: Um spoiler do que o público pode esperar dos próximos projetos?

Claro! O próximo single já está gravado e logo menos quem me acompanhar nas redes sociais vai saber mais datas e detalhes. O que vocês podem esperar é uma abordagem bem diferente da “Amar” sobre um relacionamento LGBT. E é intencional justamente porque o relacionamento LGBT é como qualquer outro: tem brigas, discussões, desentendimentos, inseguranças. E minha ideia é abordar essas diversas questões nas diferentes músicas do projeto. Mostrar nossas dores e delícias de diferentes formas. E podem esperar que vai ser bem legal, prometo!