Você também tem medo de apanhar ao dar as mãos em espaços públicos?

Muitos de nós LGBTQIA+ temos medo de demonstrar nosso amor nas ruas por receio de ser violentado

Publicadohá pouco tempo
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A segurança em nosso país nunca foi motivo de orgulho, e quando se trata da nossa comunidade LGBTQIA+, menos ainda. O Brasil lidera rankings de assassinatos de transexuais, tendo em 2020 um retorno do crescimento destes episódios lamentáveis, com um cenário brutal de falta de empatia e apoio em segurança. O boletim n° 02/2020 da ANTRA registrou pela segunda vez consecutiva o aumento destes números.

Para um casal, dar as mãos aparenta ser uma ação comum e não tanto desafiadora. Mas quando tratamos de casais homoafetivos em espaços públicos, o receio por qualquer resposta de apreensão sobre esta atitude, de maneira violenta ou agressiva, nos causa um sentimento de tristeza. Muitos LGBTs calculam constantemente o nível de segurança que determinados lugares possuem para eles, isto é, até em momentos que não acontecem, de fato, um ato de violência, mas sim, olhares que nos atinge diretamente.

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Os noticiários relatam constantemente casos de agressão com nossa comunidade, no entanto não podemos deixar que isso nos faça perder a essência da luta que carregamos há anos. Dar as mãos é um ato de resistência (ninguém solta a mão de ninguém). Afinal, o nosso amor colorido tem que ser maior do que toda repressão que vier a existir. O sentimento positivo e verdadeiro precisa ser demonstrado. A cada lugar que há um casal LGBT, há a possibilidade de ter uma pessoa que está se aceitando, vendo que é possivel “sim” ser feliz, sendo como é.

Porém, se presenciar qualquer atitude de agressão, física ou psicológica, ligue para a polícia imediatamente, para que assim possam ser tomadas todas as atitudes cabíveis. Independente da sua orientação sexual ou gênero, ninguém tem o direito de te aprisionar em padrões que foram criados por pessoas mal-amadas. Não podemos permitir que o medo, a repressão, o receio e a insegurança vençam o que temos de mais bonito. Que possamos espalhar a empatia de respeitar o direito de amar do próximo, e que possamos gritar ao mundo sobre o nosso “amor”.

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