Concurso elege a primeira corte LGBT do carnaval de São Paulo

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Vencedoras nas categorias de Rainhas transexual, transformista e drag, além de passista homossexual foram escolhidos na noite dessa quinta, 9.

Pela primeira vez, o carnaval de São Paulo vai ter oficialmente uma corte LGBT. O concurso – realizado há nove anos por ativistas da causa, mas informalmente – foi finalmente reconhecido pela UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas) e realizado na noite dessa quinta-feira, 9, na quadra da Vila Maria em São Paulo.

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Na ocasião, Camilly Rodrigues, da escola de samba Mocidade Unida da Mooca, foi eleita Rainha Transexual; Sthephanny Monphettiny, da Barroca da Zona Sul, a Rainha Transformista; Fabyany Carraro Brasil, da Império Real, a Rainha Drag Queen; e Adson Tretinne, da Unida da Mooca, como passista.

Adson e Sthephanny tinham uma torcida grande e contaram ter o apoio da família. “Eu lutei bastante. Acho que os LGBTs têm levado respeito onde vão e conquistado muitas coisas”, disse o passista. “Todas as concorrentes foram vencedoras, foi uma luta estar aqui, realizando esse sonho. Quando saí de casa, quase pronta, minha mãe falou: ‘você está linda’. Já sofri preconceito, mas passou, sigo e olho pra frente”, declarou a Rainha Transformista.

Já Camilly e Fabyany estavam muito emocionadas com o prêmio. “Não esperava mesmo ganhar. Só eu sei o quanto quis conquistar essa faixa, não só por mim, mas por todas as drag queens e artistas que sofrem preconceito. E a UESP mostrou valorizar a nossa arte, e isso é muito importante”, explicou Fabyany.

“Foi um sonho não só meu, mas de todo mundo que veio aqui torcer por mim. Os LGBTs, a partir de agora, serão vistos por outros olhos, porque nem tudo que aparenta é”, opinou Camilly.

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