Mulheres
Mulheres (Ilustrativa)

A violência contra mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais foi debatida seriamente em um seminário no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande. O evento ocorreu hoje, às 14H, conforme pontua o Enfoque MS.

A Atração contou com um colóquio sobre o tema, reunindo nomes como a acadêmica de direito, coordenadora do MNU e mulher Trans Alanys Matheusa dos Santos. Também foi expositora do seminário a Nuala Lobo Cambará, que é bissexual. Gabriely de Magalhães, mulher lésbica, expôs suas vivências no evento.

“Uma vida sem qualquer tipo violência é um direito de todas as pessoas. Nós precisamos proteger as nossas mulheres e meninas, infelizmente há grupos sociais vulneráveis a determinados tipos de violência e não podemos negligenciar esse fato. Por isso falar é a melhor forma de combater a violência e levar informações a os cantos“, conclui a subsecretária Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, Giovana Correa.


“As violações contra as mulheres lésbicas, bissexuais e trans, de forma geral, repetem o padrão dos crimes de ódio, motivados por preconceito. Em alguns casos a mulher lésbica sofre cárcere em casa para não se relacionar, ou até mesmo a violência sexual por parte de familiares para que aprenda a ‘gostar de homem’, que é o estupro corretivo. Já as travestis e transexuais, são bastante vítimas de violência sexual, por causa de um senso comum que diz ‘ah, é isso que você gosta?’, então elas são estupradas para desestimular esse processo, por isso precisamos debater sobre o assunto e levar ao conhecimento da sociedade, que independentemente da orientação sexual todas as mulheres merecem ser respeitadas”, diz Frank Rossatte, que atua na efetivação de políticas públicas LGBTs.