Cena do filme A Sombra do Pai
Cena do filme A Sombra do Pai (Foto: Divulgação)

A Sombra do Pai, escrito e dirigido por Gabriela Amaral Almeida, estreia nesta quinta-feira (02). São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Salvador e São Luis receberão o filme. A produção foi a vencedora de três prêmios no 51º Festival de Brasília, onde fez sua estreia mundial.

O longa chega ao circuito comercial dia 2 de maio e pelo projeto Cinépolis/Caixa de Pandora e em outras cidades brasileiras, a partir de 16 de maio.

Ideia antiga

Gabriela trabalha neste roteiro, que seria seu primeiro filme, há anos. A Sombra do Pai caminhou lado a lado às minhas descobertas como artista. Acompanhou meus curtas e os roteiros que escrevi para outros diretores. É um texto que reflete este caminho, e que está muito próximo de minha autodescoberta como escritora e diretora. É um filme especial e bastante íntimo”, explica a cineasta. 


Protagonizado por Julio Machado e Nina Medeiros, A Sombra do Pai conta a história de Dalva. Uma menina de nove anos às voltas com o silêncio do pai, o pedreiro Jorge (Machado). Ele fica mais triste após perder o melhor amigo em um acidente. A irmã de Jorge, Cristina (Luciana Paes), administrava a vida de pai e filha desde a morte da mãe da menina. Quando Cristina deixa a casa do irmão para se casar, Jorge e Dalva precisam enfrentar a distância que os separa. 

Fã de filmes de terror, Dalva acredita ter poderes sobrenaturais e ser capaz de trazer a mãe de volta à vida. À medida que Jorge se torna cada vez mais ausente – e eventualmente perigoso –, resta a Dalva a esperança de que sim, sua mãe há de voltar.  

Mau Exemplo

A diretora comenta a representatividade do personagem de Machado. “O personagem Jorge é o lixo tóxico de um sociedade hiper-capitalista e cruel. Ele é vítima e algoz de quem lhe é imediatamente mais fraco – no caso, a filha. É também o subproduto de nossa sociedade patriarcal. O arquétipo do homem forte, viril, apolíneo – mas que, por dentro, está desmoronando pelo simples fato de não saber amar, cuidar, chorar, pedir ajuda, ou seja, por não saber fazer absolutamente nada que o coloque numa suposta condição de ‘fragilidade’. O monte de músculos e força que ele aparenta ser contrasta com a pilha de medos, angústias e incertezas que ele realmente é”.   

Assista o trailer: